Moto no Descanso Central
Por Luciano Portugal, set.15, 2010, em Dicas, Manutenção, Mecânica
Uma dica muito interessante para quem usa a moto somente nos fins de semana é deixá-la no descanso central, principalmente as com motores em linha, onde os carburadores são posicionados um ao lado do outro igualmente, dessa forma mantém a equalização responsável pelo funcionamento dos cilindros, que nos casos de não nivelamento dos carburadores tendem a variar os níveis de combustíveis prejudicando o seu funcionamento.
Lubrificação da Corrente
Por Luciano Portugal, set.14, 2010, em Dicas, Manutenção, Mecânica
Recomenda-se que a cada 500 km ou após conduzir na chuva, você deve lubrificar a corrente da moto, evita o desgaste excessivo e aumenta a vida útil da transmissão.
Os fabricantes recomendam o uso de óleo 90 que é mais viscoso, mas alguns preferem usar graxa, porém, as sujeiras das pistas agarram na corrente, criando um material abrasivo que irá danificar a corrente diminuindo precocemente sua vida útil.
Sempre que conduzir a moto na chuva não se esqueça de aplicar óleo anticorrosivo e desengripante spray na corrente, evita a corrosão e retira as impurezas vindas das pistas, facilitando assim a sua posterior lubrificação.
Dia Nacional das Barbeiragens
Por Luciano Portugal, set.13, 2010, em Comentando
Depois de um longo período sem escrever e após um feriadão daqueles, só tenho coisas boas para contar, boas? Não sei se são exatamente boas, mas vamos ao que interessa.
É comum nos domingos e feriados pessoas aproveitarem para passear com seus familiares e amigos, aproveitar o sol numa bela praia, pegar um cinema, almoçar em restaurantes e etc. Devemos sim utilizar este intervalo para um bom divertimento e descanso, mas não podemos esquecer-nos de nossa segurança e dos demais.
São nestes dias que alguns condutores, muitos deles idosos, tiram a poeira de seu veículo guardado durante toda semana ou ainda as esposas que não costumam dirigir com frequência, levam a sua família para passear, com pouca experiência e nenhum reflexo no trânsito caótico das capitais, saem cometendo erros e infrações.
Seguindo esta linha de irresponsabilidade, estão os que consomem bebidas alcóolicas e dirigem acima da velocidade permitida de forma ameaçadora, colocando em risco a sua vida, e as dos demais condutores e pedestres. Quando flagrados pelos agentes de trânsito, logo passam a imagem grosseira do brasileiro mal acostumado em dar jeitinho em tudo, oferece dinheiro para se livrar da penalidade imposta pela lei. Que quase sempre conseguem atingir seu objetivo, subornando aqueles que na grande maioria são corruptos.
Não quero fazer acusações, muito menos causar polêmica sobre a corrupção, mas, posso afirmar que é um ciclo vicioso que atinge boa parte dos servidores públicos, que por sua vez só existem devido à procura.
Neste feriadão presenciei verdadeiros absurdos cometidos no trânsito, pessoas dirigindo sem nenhuma atenção, ultrapassando semáforo vermelho, trancando veículos, assustando pedestres e o mais absurdo de todos foi um “pai” conduzindo um ciclomotor totalmente imprudente e sem nenhum acessório de segurança, juntamente com toda sua família, digo toda mesmo, esposa e os três filhos distribuídos pelo pequeno ciclomotor, e ainda todos cantarolando como se aquilo fosse um acontecimento normal e corriqueiro dos finais de semana e feriados da família.
Não poderia esquecer os ciclistas e pedestres, desligados ou até mesmos alcoolizados, que causam acidentes e espalham terror para os condutores que seguem seu trajeto de forma correta e são surpreendidos. Imaginem um acontecimento desse tipo para um condutor que não tem a devida experiência ou esteja sob efeito de álcool ou outra substância que diminua seus reflexos, como drogas ilícitas, calmantes e antidepressivos.
Vocês podem me chamar de preconceituoso, quando comento sobre mulheres e idosos, mas quem sou eu para tais acusações, o que me refiro é tão somente aqueles que não praticam durante a semana, e não os que utilizam seus veículos normalmente todos os dias e estão preparados para as surpresas escondidas num belo dia de sol de um domingo ou feriado.
A Curva Perfeita
Por Luciano Portugal, set.03, 2010, em Comentando
Prazer para uns e tormento para outros, fazer uma curva conduzindo uma moto deveria ser um grande sentimento de liberdade, mas nem sempre é possível, pois, alguns obstáculos são colocados, e acredito que o maior deles é o medo gerado pela inexperiência, seguido pelas ondulações e buracos presentes na grande maioria das pistas brasileiras.
Para percorrer o traçado da curva é necessário conduzir a moto na velocidade correta do início ao fim tangenciando conforme a curvatura. Não é aconselhado frear nas curvas, salvo quando a sua habilidade assim permitir ou quando não houver outra opção, como por exemplo, algum obstáculo surja a frente sendo necessário reduzir a velocidade rapidamente. Neste caso, retome a posição vertical e acione a embreagem juntamente com os freios, lembrado que isso resultará na mudança de faixa ou até mesmo numa indesejável saída de pista, onde o piloto deve estar preparado e ciente da localização dos outros veículos no percurso.
A velocidade é um ponto fundamental para percorrer com segurança uma curva, reduza utilizando o freio a motor até a velocidade calculada para entrar na curva, siga inclinando a moto e acelere levemente conforme o final da tangência para retomar a vertical, é importante lembrar que todos os seus movimentos serão orquestrados com planejamento prévio e claro, sempre com um “plano B”.
Existe uma grande diferença entre percorrer curvas nos centros urbanos e nas rodovias, que é a possibilidade de curti-la. Fazer uma curva numa rodovia com asfalto impecável sem ondulações, bem sinalizada e tomando todas as precações para um traçado seguro e perfeito, realmente é pura adrenalina, um prazer inexplicável com sentimento de liberdade que só sabe quem já teve esta maravilhosa oportunidade.
Motoristas Indecisos. Perigo a Frente!
Por Luciano Portugal, set.02, 2010, em Comentando
Dirigir um veículo não é uma tarefa a ser executada de posse de um manual de instruções, onde cada dúvida seja pesquisada antes de ser decidida. Para conduzir um veículo é necessário ter experiência para tomar decisões no momento exato que as dúvidas aparecem, não podemos parar o veículo e perguntar o que fazer.
Os grandes centros das capitais brasileiras estão repletos de congestionamentos, trânsito lento e motoristas despreparados para esse tipo de situação acabam cometendo erros grotescos e prejudicando os demais. São situações que gera um efeito dominó, onde no momento em que o erro e cometido sempre aparece um motorista, que se diz mais experto, e termina piorando a situação, agindo de maneira violenta no trânsito buzinando e conduzindo o seu veículo de forma ameaçadora.
A mudança de faixa constante durante um congestionamento ou trânsito lento, não é a fórmula mágica para acelerar o seu trajeto, pois, muitas vezes você não consegue completar a troca ficando entre as faixas gerando um grande transtorno para os demais. É ainda pior quando o trânsito está lento e você muda de faixa repentinamente, que na maioria das vezes não faz a devida sinalização, podendo ocasionar acidentes. Fatos como esse ocorrem quase que diariamente comigo, onde tenho sempre que estar atento aos movimentos repentinos dos motoristas.
Então, se a dúvida apareceu e você não sabe a decisão correta, o mais prudente é evitar as manobras que não esteja seguro para executá-las.
Retrovisor, Use sem Moderação
Por Luciano Portugal, set.01, 2010, em Comentando
Não sei por que a grande maioria dos condutores não faz uso constante dos retrovisores dos veículos, é comum presenciar barbeiragens devido à falta de uso deste importante item de segurança dos veículos.
Constantemente sou vítima desses condutores que fazem vista grossa da existência dos retrovisores. Receber um tranca, uma fechada ou até mesmo choques entre os veículos é comum no dia a dia de motoristas e motoqueiros, é ainda pior nos casos dos motoqueiros que minimizam seus retrovisores de tal forma a serem imperceptíveis, devemos nos lembrar que os retrovisores não só é utilizado pelo condutor do veículo onde está instalado, como também por outros condutores que os utilizarão para verificar o seu campo de visão e que o seu tamanho correto é aquele que foi projetado pelo fabricante do veículo.
Outro grande problema que tenho presenciado é na hora de estacionar, os motoristas por não fazerem uso constante dos retrovisores não sabem usá-los corretamente para fazer uma baliza ou estacionar de ré, precisando sempre de auxílio externo ou girar o seu corpo para trás na esperança de conseguir uma visão privilegiada. Outros, mesmos beneficiados por recursos tecnológicos, os já conhecidos “sensores de estacionamento”, fazem está ginástica de alongamento para estacionar seus veículos.
Para utilizar com segurança os retrovisores dos veículos, devemos posicioná-los de forma correta, procurando atingir um ângulo onde consigamos maximizar o nosso campo de visão. Desta forma, poderemos criar uma visão periférica onde estaremos cientes de tudo o que ocorre ao nosso redor, prevendo assim a maioria dos acidentes e inclusive assaltos.
Desculpa ainda se usa
Por Luciano Portugal, ago.31, 2010, em Comentando
Educação e cordialidade são palavras cada vez menos usadas no trânsito, condutores usam palavras de baixo calão para expressar suas opiniões uns contra os outros, criando muitas vezes um clima de tensão para os demais.
Quando um condutor comente algum erro na condução de seu veículo, é comum o outro gritar e xingar, daí desencadeia uma série de palavrões sem a menor consciência de que por ali passam pessoas que nada tem haver com a situação, muitos deles crianças e idosos, e são obrigados a presenciarem verdadeiras cenas de terror que algumas vezes podem acabar em tragédias.
Temos que lembrar que todos nós somos passivos de erros e quando ocorre esse tipo de situação, caso seja difícil manter a calma, respire fundo e pense que você não sabe com quem irá reclamar, se essa pessoa está em seu estado normal ou até mesmo portando uma arma. Devemos nos lembrar que a violência existe e que ninguém está imune a ela, agindo assim, certamente você esquecerá o ocorrido, lembrando que não houve danos oriundos de tal erro e que sua paz e tranqüilidade não têm preço.
O mesmo conselho serve para quem estiver do outro lado e mesmo que não se julgue errado e responsável gerador pelo mal estar, não lhe custa nada pedir desculpas. Dessa forma irá evitar maiores transtornos e manterá a ordem no local.
Nos dias atuais, esquecemos de que a cordialidade e educação devem estar presentes em tudo que fazemos, pois, vivemos num mundo de diferenças, onde os seres humanos mudam de humor constantemente e o medo impera juntamente com o sentimento de impunidade que as autoridades nos “empurram goela abaixo”.
Garupa Consciente
Por Luciano Portugal, ago.30, 2010, em Comentando
Para conduzir uma moto é necessário muito equilíbrio, o condutor deve utilizar o peso do corpo para suavizar suas manobras garantindo traçados perfeitos. Com passageiro na garupa essa tarefa pode, dependendo da habilidade do passageiro, ser muito difícil. Quando colocamos uma pessoa na garupa da moto, devemos antes nos certificar se ela tem noção do seu papel na condução da mesma, pois garupa também conduz. O peso que o passageiro desenvolve com seus movimentos pode dificultar e muito a condução da moto, podendo até causar acidentes.
O passageiro deve se espelhar nos movimentos do piloto, principalmente nas curvas onde o seu peso influência na inclinação da moto. Confiar no condutor é fundamental, pois sem confiança o passageiro ficará com medo, fazendo com que execute movimentos contrários ao do piloto gerando o desequilíbrio da moto. Isso acontece também com freqüência nos corredores onde o espaço fica estreito aumentando o sentimento de medo do passageiro.
Outra preocupação da condução com passageiro na garupa é sobre a posição das pernas do mesmo, está deve ficar mais fechada possível evitando colidir com os demais veículos nos corredores, nesta posição aumenta ainda a segurança do passageiro e facilita a sincronização dos movimentos com o piloto.
Outro costume incorreto dos passageiros é manter diálogos com o condutor, essa prática comum tira totalmente a atenção do piloto e muitas vezes é preciso levantar a viseira do capacete para escutar melhor a conversa, que além do risco de pequenos objetos machucarem o seu rosto e ocasionar um acidente, poderá ainda receber uma multa pela falta de uso de equipamento obrigatório, no caso o capacete. Não esqueça que os mesmos equipamentos que são exigidos aos condutores, estendem-se aos passageiros.
Seja uma garupa consciente fazendo sua parte na condução da moto. Lembre-se que a sua segurança está atrelada a do condutor, então para zelá-la deve se pensar coletivamente.
Amarelou, e agora?
Por Luciano Portugal, ago.27, 2010, em Comentando
Foi num dia normal, em que fui surpreendido por uma brusca freada de um veículo que estava a minha frente. O trânsito fluía normalmente quando o semáforo que iria ultrapassar ficou no seu estado de atenção, ou seja, na cor amarela, mas como havia tempo hábil e a distância era suficiente para seguir em segurança continuei o trajeto, aumentando o ritmo conforme o veículo à frente. Mas para minha triste surpresa, o veículo quando estava passando em cima da faixa desistiu e freou bruscamente, me causando um enorme susto que quase resultou num acidente grave, se não estivesse numa distância segura e com espaço lateral suficiente para desviar, certamente iria colidir na traseira do veículo.
Todo condutor deve estar seguro na hora de decidir se ultrapassa ou não o semáforo amarelo, pois, no menor sinal de dúvida é aconselhável não seguir, principalmente os condutores que como eu, não estava na posição de escolha isolada dependendo do veículo à frente.
Não existe multa prevista para quem ultrapassa o semáforo em seu estado de alerta. Porém, nos casos em que o estado muda, proibindo a ultrapassagem durante a travessia do veículo, poderá sim ser multado, visto que anteriormente o semáforo solicitava atenção do condutor.
Acidentes como esse é de fácil prevenção, bastando tão somente, parar com segurança o seu veículo e aguardar a sinalização correta para seguir adiante. Afinal, a melhor segurança ainda é a prevenção. Então, amarelou? Tem que parar.
Via Pública ou Pista de Obstáculos
Por Luciano Portugal, ago.26, 2010, em Comentando
Diariamente os motoqueiros e motoristas passam por problemas comuns, vias totalmente degradas com buracos, sinalização precária, congestionamentos, semáforos com defeito e demais problemas conhecidos de todo condutor. Mas um em particular me chamou a atenção, os profissionais pedestres, que são vendedores, entregadores de panfleto, malabaristas e etc., poluindo a via e ocasionando grandes transtornos para veículos e condutores.
O Código Brasileiro de Trânsito diz que é obrigação do pedestre atravessar na faixa que esteja até 50 metros de distância. Muitos desses pedestres circulam pelo meio dos veículos espalhando insegurança para os motoristas e grandes perigos para motoqueiros, que com eles dividem os seus corredores aumentando assim os riscos de acidentes.
Para um trânsito melhor e mais seguro, é imprescindível a manutenção da via e sinalizações, como também fiscalizações por parte dos órgãos de trânsito no que tange a circulação de pedestres em locais impróprios.










