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Debatedores criticam baixo índice de pavimentação de estradas

Brasília – DF (10.06). Participantes do 10º Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas avaliaram que percentual de estradas pavimentadas no Brasil ainda é baixo em comparação a outros países.

Brasília – DF (10.06). Com a injeção de R$ 32,9 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de 2007 até abril de 2010, o Brasil não corre mais o risco de sofrer um apagão logístico no setor de transportes, mas o percentual de estradas pavimentadas ainda é baixo em comparação a outros países, segundo avaliaram na tarde desta quarta-feira, na Câmara, os participantes do 10º Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas.

 

Para o ex-presidente da Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística, Geraldo Vianna, a preocupação mostrada nos seminários anteriores era a de que a infraestrutura de transportes do País não acompanhasse o crescimento econômico, causando um colapso chamado de apagão logístico.

 

“Não houve esse apagão, porque o governo se esforçou para corrigir os problemas e garantir que a infraestrutura de transportes desse conta do crescimento do Brasil”, disse Vianna.

 

Investimentos
O coordenador-executivo do PAC, Maurício Muniz, disse que foram investidos R$ 24,5 bilhões na construção de 5.331quilômetros das rodovias brasileiras e R$ 8,4 bilhões na manutenção e sinalização de estradas. Os dados, segundo ele, são do décimo balanço do programa, apresentado no último dia 2.

 

Muniz informou que estão sendo feitas obras em 4.915 quilômetros de rodovias. “Há uma quantidade significativa de obras concluídas e em andamento em todo o País”, ressaltou.

 

Segundo o diretor-executivo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Bruno Batista, uma pesquisa encomendada pela CNT registrou uma leve queda nas reclamações sobre a qualidade das estradas. “Houve uma redução de 4% e 7% nas percepções negativas sobre a pavimentação e a sinalização”, afirmou.

 

Ampliação
Para o diretor-executivo da CNT, o desafio maior é ampliar o percentual de estradas pavimentadas, que hoje é de 14% de toda a malha rodoviária. “Se queremos ter um ritmo de crescimento chinês, temos de investir como eles, que só no ano passado construíram mais de sete mil quilômetros de estradas”, afirmou Batista.

 

O baixo índice de pavimentação também foi criticado pelo presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, Moacyr Duarte. “Os Estados Unidos têm quatro milhões de quilômetros pavimentados; nós, pouco mais de 200 mil”, exemplificou.

 

Modelo
Já o secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato, afirmou que o fato de as estradas pavimentadas não atenderem a todo o País indica que o modelo brasileiro de transportes não privilegia as rodovias.

 

“É um erro grande dizer que o Brasil é rodovialista. Hoje, temos entre 220 e 230 mil quilômetros de estradas pavimentadas, o que é muito pouco. Acredito que a França, cujo território é muito menor, tenha essa mesma quilometragem”, disse.

Para Perrupato, o fortalecimento de outras modalidades não vai tirar importância do transporte rodoviário. “Temos de cuidar para que as rodovias deem acesso às outras vias; caso contrário, como levaremos as cargas para que sejam distribuídas?” indagou.

 

Fonte: Agência Câmara

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